Bio
Brinco que sou poeta — o que, de fato, é verdade — mas entrei na porta errada e fui ficando. 36 anos fazendo e gerindo negócios.
Comecei a vender aos 18 anos, na Xerox. Foi ali que aprendi o ofício que atravessa tudo o que fiz desde então: negociação — na prática de uma escola tradicional americana e no treinamento do PSS, Professional Selling Skills. Dali para a Texaco Brasil, ainda em vendas mas colocando o pé em marketing: metodologia, processos, compliance. E depois para o Banco Nacional, uma das empresas mais bacanas que alguém poderia querer fazer parte. Dei muita sorte nesse início de trajetória — grandes escolas.
Aos 23, comecei a empreender. A Muiraquitã nasceu em 1995, no ano em que a internet comercial chegou ao Brasil. Montamos uma das primeiras produtoras de internet do país e desenvolvemos alguns dos primeiros sites brasileiros para grandes marcas. Foi minha primeira lição sobre tecnologia de vanguarda: ela não vem com manual.
Do spinoff da Muiraquitã veio a Via Global, que vendemos em 2000. Foi meu primeiro exit — e a virada da minha carreira. O fundo que comprou a companhia me convidou para trabalhar na sua holding, olhando os outros ativos do seu portfólio. Então, passei pela primeira vez do lado do empreendedor para o lado do investidor.
Criei a ORANGO, outra pioneira — essa em publicidade digital.
Depois, num segundo convite de investidor, fui sócio da Deltalink e, em 2006, vai a Ideiasnet — companhia aberta listada na Bovespa, onde fui Diretor Estatutário e membro do Conselho de Administração.
Ali, pulei o muro de vez para o lado do investidor. Minha atuação era na área de Venture Capital em um período intenso de M&As, EXITS muito bem-sucedidos.
Em 2013 fundei a Brain Ventures, onde estou há mais de uma década. Investimos em edtech, healthtech, indtech, games, digital twins, IoT, logística, Indústria 4.0 e inteligência artificial. Essa exposição ao deep tech, à inovação, se traduz, hoje, na capacidade de apontar caminhos para companhias.
A evolução natural era estar em conselhos de administração, onde posso agregar com a experiência apreendida ao longo de toda a carreira. Por isso a formação no IBGC e na Fundação Dom Cabral.
36 anos depois da primeira venda, a paixão é a mesma. E o que levo para uma sala de conselho é isso: o instinto de quem negociou, a cicatriz de quem construiu. E quem coloca trabalho e capital no risco. E um conhecimento amplo e profundo do que existe de mais novo nas tecnologias em cenário mundial.